Opinião

Se criminalizar as fake news, dançam Globo, Veja, Estadão, Folha, et caterva

As Forças Armadas também foram chamadas pelo Tribunal Superior Eleitoral para lutar contra as fake news nas eleições de 2018. Resumo da ópera: haverá censura no ano que vem, agora eles procuram a quem censurar

As Forças Armadas também foram chamadas pelo Tribunal Superior Eleitoral para lutar contra as fake news nas eleições de 2018. Resumo da ópera: haverá censura no ano que vem, agora eles procuram a quem censurar
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Virou moda a realização de seminários contra fake news. Se houver uma efetiva criminalização dessas notícias falsas, a velhaca mídia será a primeira a ser atingida. Globo, Veja, Estadão, et caterva, não passariam incólumes.

Ainda está fresca na memória de parcela dos internautas recente fake news do Estadão segundo qual o então dublê de candidato e apresentador da Globo, Luciano Huck, tinha “avançado” para 60% de aprovação na disputa pela Presidência da República. Menos de 24 depois de ser exposto ao ridículo, o moço anunciou que não seria candidato.

A Folha também é useira e vezeira das fake news. Que o digam a CUT e a presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, igualmente em casos recentíssimos.

A Globo, então, santo Deus! A emissora dos Marinho é uma escola antiga de notícias falsas — as malditas fake news. Lembremos apenas uma daquele menino da Globonews que não sabe pentear o cabelo, Guga Chacra. Há um mês ele arriscou dizer que a marcha pelo Dia da Independência na Polônia teve a manifestação de 60 mil supremacistas que defenderam uma Europa branca. Era mentira. Foi contestado pela cônsul Katarzyna Braiter.

Dito isto, voltemos aos seminários e debates sobre as fake news.

O Blog do Esmael repercutiu nesta segunda-feira (11) uma reportagem da BBC Brasil sobre políticos que utilizam “ciborgues” para fraudar a vontade do eleitor nas urnas. Eles contratam cibercriminosos para tentar criar o efeito manada nas redes sociais, espalhando notícias falsas contra adversários e favorecendo quem os paga.

Nesta terça-feira (12), o Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional (CCS) também realizará seu seminários sobre fake news. O objetivo do evento é, na opinião do presidente do órgão, Murillo de Aragão, “discutir o risco que as fake news são para a liberdade de informação, as conseqüências para a democracia e como abordar o fenômeno”, qual seja, criminalizar a disseminação de notícias falsas.

Aliás, as Forças Armadas também foram chamadas pelo Tribunal Superior Eleitoral para lutar contra as fake news nas eleições de 2018.

Resumo da ópera: haverá censura no ano que vem, agora eles procuram a quem censurar.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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