Opinião

Se Fernando Henrique fosse um príncipe…

Se Fernando tivesse um pouco de honradez e dignidade, teria passado a faixa presidencial com o orgulho de um professor entregando o diploma ao aluno; seria conselheiro natural do operário que o sucedeu, contribuindo, com sua experiência, em complicados acordos de cooperação e conflito, pelo bem do país

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Fernando Henrique é a nobreza intelectual e moral do tucanato, da mídia corporativa e da elite atrasada do país. Autor de vários livros, ganhador de Prêmios como o “Príncipe das Astúrias de cooperação internacional” em 2000, e o “Mahbub ul Haq por Notável Contribuição ao Desenvolvimento Humano” do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em 2002.

Ministro da Fazenda no governo Itamar Franco, Fernando participou do bem sucedido Plano Real, fator determinante para a sua eleição e reeleição a Presidente da República, ambas em primeiro turno.

Condecorado em Portugal com a Grã-Cruz Ordem do Mérito e com o Grande-Colar da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, além de outras condecorações, o ex-presidente gozava de prestígio internacional.

Fernando Henrique Cardoso tinha requisitos para ilustrar as páginas e galerias da história, como uma figura que contribuiu para o desenvolvimento e crescimento de seu país. Porém, Fernando não quis ser um príncipe altivo e dotado de brio, preferiu o atalho da inveja, do rancor e da privataria, escolheu o caminho do brejo.

Se Fernando tivesse um pouco de honradez e dignidade, teria passado a faixa presidencial com o orgulho de um professor entregando o diploma ao aluno; seria conselheiro natural do operário que o sucedeu, contribuindo, com sua experiência, em complicados acordos de cooperação e conflito, pelo bem do país.

O Brasil indígena, mulato, caboclo e negro não foi capturado pela antena burguesa de Fernando, que pediu que esquecessem tudo o que escreveu. Apequenado Brasil dos brancos, dos homens gigantes e poderosos, presos a espíritos pequenos e servis.

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Cortes 247

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