A empulhação em 3 atos:
– ato 1: a sabatina-fake na CCJ do Senado: “no Supremo, a Constituição”;
– ato 2: anunciação da glória de deus: “um salto para os evangélicos”;
– ato 3: imagem mostra Bolsonaro e Mendonça fazendo troça do Senado e do STF [a imagem fala por si] e charlatães religiosos celebram terem conseguido engambelar o Senado.
Está-se diante de um caso explícito de perjúrio. Imediatamente após a decisão do plenário do Senado, vários parlamentares e líderes evangélicos apressaram-se em acalmar seus rebanhos esclarecendo que tudo foi jogo de cena, que André Mendonça seguiu o roteiro treinado e ensaiado por profissionais do marketing para enganar senadoras e senadores.
Pululam nas redes sociais vídeos de charlatães religiosos se regozijando da maestria do André Mendonça em mentir, sofismar e enganar os/as senadores/as.
O Senado foi ludibriado.
E, por isso, tomou uma decisão que, se não for revertida, terá consequências perigosas para a sociedade e para a democracia por quase 3 décadas.
O Senado tem não só a obrigação, como a competência constitucional privativa para anular a nomeação do tremendamente hipócrita para o Supremo. Este enganador da extrema-direita não pode tomar posse na Suprema Corte.
Lugar de pastor é o púlpito em culto religioso, não sentado em cadeira do STF.
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