Por Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia
Da curta experiência que tive no Correio Braziliense, no final dos anos 1990, a presença gentil, culta e fraternal de TT Catalão sempre foi a que mais saudades me deixou.
Ao sabê-lo morto, nesta madrugada do segundo dia de 2020, senti uma tristeza surpreendenteme profunda, um cansaço de espírito que, aos poucos, tem se tornado uma rotina, diante de perdas assim.
Praticamente tudo que houve e ainda há de bom na cultura de Brasília tem a marca, as palavras e as cores de TT. Era um guardião da cidade, para a qual criou espaços reais e becos imaginários.
Sua ausência encerra o último ciclo de delicadeza da capital federal, uma utopia à qual TT dedicou versos, risos e lágrimas antes de vê-la transformada nesse inferno de carros e servidores públicos ensimesmados em suas cidadelas de elitismo brutalmente reacionário.
Era um jornalista essencialmente humano e solidário, uma espécie em extinção.
E, justo agora, em tempos de trevas, perdemos, miseravelmente, uma adorável fonte de luz.
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