Opinião

Uruguai ameaça não ir à Cúpula do Mercosul se convite à Bolívia for mantido

Chanceler Ernesto Araújo quer convidar a presidente autoproclamada Jeanine Añex, que tomou o governo num golpe de mão. Enquanto isso, Bolsonaro diz que não perde por nada a posse de Lacalle Pou, candidato da direita no Uruguai, caso sua vitória seja confirmada

A senadora boliviana Jeanine Añez se autoproclama presidente da Bolívia
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A Bolívia não integra o Mercosul mas, como vem negociando sua adesão ao bloco, tem sido convidada para reuniões de cúpula que reúnem os quatro chefes de Estado. Na próxima semana acontecerá a Cúpula do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS) e, apesar do recente golpe que derrubou o ex-presidente Evo Morales, e da absoluta convulsão interna, o chanceler Ernesto Araújo, em sintonia com Bolsonaro, insistiu em convidar a Bolívia. Isso significa convidar a presidente autoproclamada Jeanine Añex, que tomou o governo num golpe de mão.

A diplomacia e o presidente do Uruguai, Tabaré Vasquez, ameaçam não participar. O Uruguai, país que tem cultura democrática mais sólida, acha que a presença de uma golpista não pode estar presente na reunião de um bloco que não aceita, entre seus membros,  violadores da cláusula democrática de Ushuaia.

Aliás, Bolsonaro não conhece o Uruguai (entre tantas outras coisas). Alardeou que por nada deixará de assistir à posse de Lacalle Pou, se ele for confirmado como vencedor da eleição que praticamente empatou. Lacalle é conservador mas não é de extrema direita como Bolsonaro. Na campanha, quando Bolsonaro ensaiou se aproximar para declarar apoio (como fez em relação ao derrotado Macri na Argentina), levou um chega-para-lá

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