A reeleição de Leonardo Picciani na liderança do PMDB foi uma grande vitória do Palácio do Planalto e um duro golpe para os golpistas.
Mostra, claramente, que o reinado de Eduardo Cunha está chegando ao fim. Aquele pó de pir-lim-pim-pim que o energizava está se esgotando. O relógio corre contra ele.
O placar, 37 a 30 também sugere que este é o placar no maior partido de todos em relação ao impeachment. Ou seja, Cunha não tem nem metade de votos no seu próprio partido, um número bem distante dos 2/3 necessários.
Se nem no seu próprio partido ele tem votos para derrubar o governo o que dirá nos outros. A tendência agora é que seus aliados aos poucos comecem a descer do barco pirata que está fazendo água.
Em outras palavras, se ainda faltava alguma coisa para decretar a morte desse monstrengo que nunca deveria ter vindo à tona chamado impeachment, agora não falta mais nada.
A hora da verdade se aproxima para Cunha. Ele absorveu a derrota com um sorriso amarelo ao cumprimentar seu desafeto. Mas foi apenas a primeira derrota de muitas que se aproximam.
Ninguém como ele nos últimos 50 anos desafiou tanto todos os poderes ao mesmo tempo quanto ele. Enfrentou o Executivo, o Judiciário e o Legislativo de uma forma que nunca se viu na política brasileira e continua resistindo, embora a cada dia mais fraco. Mas ninguém consegue se manter em pé por muito tempo quando, além de ter o currículo que tem coleciona tantos desafetos de todas as altas esferas e também de todas as ruas do Brasil.
O governo respira, mas o que é mais importante, todos respiram um ar menos poluído.
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