247 – O Banco Central (BC) decidiu aliviar as exigências de capital e o recolhimento de depósitos compulsórios dos bancos que operam no Rio Grande do Sul. Essa decisão foi tomada durante uma reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN), com o objetivo de estimular a oferta de crédito e reduzir os impactos econômicos das inundações que afetaram o Estado, segundo reportagem do Valor.
Uma das medidas permite que as instituições financeiras não classifiquem como problemáticos os ativos de crédito renegociados por clientes afetados pelas chuvas. Normalmente, os bancos precisam rebaixar a avaliação de crédito desses clientes e fazer provisões para possíveis perdas. Com a nova regra, os bancos podem manter a classificação de crédito dos ativos no nível de 31 de março, para renegociações realizadas entre 1 de maio e 31 de dezembro, incentivando a oferta de crédito e ajudando na recuperação econômica.
Outra medida aprovada pelo CMN isenta do cumprimento do compulsório sobre depósitos de poupança, por um ano, as instituições financeiras com mais de 10% de sua carteira de crédito concedida a residentes ou empresas em municípios em estado de calamidade pública. Essa liberação de compulsório, estimada em R$ 8,3 bilhões, deve entrar em vigor em 27 de maio, proporcionando maior liquidez ao sistema financeiro.
Além disso, o CMN aprovou mudanças no Proagro, programa de crédito rural, permitindo que as vistorias técnicas para pagamento de indenizações utilizem sensoriamento remoto e dados paramétricos da produtividade dos municípios. Isso agilizará os pagamentos aos produtores rurais afetados pelas enchentes. As decisões do BC buscam atender às demandas dos bancos e mitigar os impactos econômicos das enchentes no Rio Grande do Sul, com a Febraban expressando apoio às medidas adotadas.
❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp.
Apoie o jornalismo independente do 247:







Participe da discussão