247 – Às vésperas do Fórum de Verão de Davos de 2025, que acontecerá de 24 a 26 de junho em Tianjin, no norte da China, a diretora-gerente do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), Gim Huay Neo, destacou em entrevista exclusiva à agência estatal chinesa Xinhua os fundamentos sólidos da economia chinesa e o papel central do país na economia global.
“A economia chinesa tem mostrado resiliência em meio à instabilidade global, com uma visão de longo prazo ancorada em investimentos em tecnologia e no desenvolvimento de talentos humanos”, afirmou Neo. Segundo ela, os sinais dessa estratégia podem ser vistos na expansão de setores emergentes, como energia limpa, manufatura avançada e processos industriais em transformação.
A executiva do WEF observou que mais de 1.800 participantes são esperados no evento, com mais da metade representando empresas globais. Para Neo, o número demonstra o “forte interesse pela China e pela Ásia como um todo”. Os investidores que estarão no encontro de Tianjin buscarão parcerias em áreas estratégicas como tecnologia, saúde, energia e indústria de ponta.
Ambiente propício para investimentos
Na avaliação de Neo, a China oferece um conjunto favorável de condições para investimentos. “Os ingredientes, como coerência de políticas públicas, capital humano disponível, prontidão tecnológica e suporte de mercado, são bastante fortes”, declarou. “Esses fatores combinados criam um ecossistema propício tanto para investidores quanto para parcerias de negócios.”
Ela também destacou que a Ásia, como região, deverá responder por cerca de 60% do crescimento do PIB mundial neste ano, sendo a China responsável por aproximadamente metade desse total. “As perspectivas para a Ásia e a China seguem bastante robustas”, disse. “Durante o fórum, haverá sessões específicas sobre a economia chinesa, inteligência artificial e o ecossistema de inovação.”
Resposta ao protecionismo e papel global da China
Em um cenário de crescentes tensões no comércio internacional, a diretora do WEF apontou que o fórum mantém um grupo de trabalho sobre comércio e investimentos, com o objetivo de fomentar o diálogo entre empresas, governos, universidades e organismos internacionais. “Enfatizo o termo ‘ganha-ganha’ porque é necessário buscar oportunidades e áreas de colaboração com benefícios mútuos”, ressaltou.
Gim Huay Neo frisou ainda a longevidade da relação entre o Fórum Econômico Mundial e a China. “Temos uma parceria de longa data com o governo chinês, com empresas e com o povo chinês. Nosso objetivo é continuar servindo como uma ponte entre a China, a Ásia e o restante do mundo, promovendo o intercâmbio de ideias e o surgimento de soluções para desafios globais.”
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