247 – Preso desde janeiro enquanto ocorrem as investigações sobre os atos golpistas em Brasília (DF), o ex-ministro Anderson Torres discordou do plano de alguns bolsonaristas, que pretendiam fazer uma agenda frequente de visitas de políticos ao ex-ministro, trazer ainda mais holofotes para sua prisão e tentar transformá-lo numa espécie de “mártir”.
Advogados de Torres e o próprio ex-ministro rejeitaram a iniciativa, de acordo com informações publicadas pela coluna de Bela Megale. Interlocutores do ex-ministro disseram que ele precisa se afastar de qualquer politização em sua estratégia de defesa. A avaliação é que visitas de bolsonaristas poderiam soar como um movimento de provocação ao Judiciário.
Torres era secretário de Segurança Pública do Distrito Federal no dia 8 de janeiro, quando apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) invadiram o Congresso, o Planalto e o Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria-Geral da República denunciou pelo menos 1.390 pessoas por envolvimento nas manifestações pró-golpe.
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