Ao menos 13 mortos na Chacina do Jacarezinho não eram suspeitos em investigação que motivou a ação policial

O número de mortes na Chacina do Jacarezinho, promovida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, aumentou de 25 para 28 - 27 civis e um policial

Sangue resultante da Chacina do Jacarezinho
Sangue resultante da Chacina do Jacarezinho (Foto: Reprodução / The Intercept)
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247 - Dentre as 21 pessoas investigadas por suspeita de aliciar menores para o tráfico de drogas, justificativa usada pela Polícia Civil para realizar operação que promoveu a Chacina do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, na quinta-feira, 6, três foram mortas e outras três detidas. Isso significa que a maioria das vítimas executadas pela polícia não estavam relacionadas ao caso.

Segundo reportagem do El País, dentre os 27 civis assassinados, “ao menos 13 dos mortos não tinham qualquer relação com a investigação, mas o número pode ser ainda maior porque oito corpos ainda não foram identificados, de acordo com informações da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)”.

O número de mortes na Chacina do Jacarezinho, promovida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, aumentou de 25 para 28. Apenas um policial morreu.

Nesta sexta-feira, moradores do Jacarezinho realizaram protestos contra o massacre em frente à Cidade da Polícia, no Rio. Durante a operação na quinta-feira, 6,  a polícia realizou execuções sumárias

A Polícia Civil desrespeitou ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) e realizou operação na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro.

O governo do Rio de Janeiro descumpriu a liminar deferida pelo ministro Edson Fachin e referendada pelo plenário da corte que proibiu operações policiais nas comunidades durante a pandemia da Covid-19, a partir da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 635, conhecida como “ADPF das Favelas”.

A Chacina do Jacarezinho é a maior da história da cidade do Rio de Janeiro e a segunda maior da história do estado. Mas as entidades de direitos humanos dizem que o número de mortos pode subir ainda mais.

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