Opinião

“A direita vai para a rua e vai ter sangue”

Não creio que a direita tradicional vá aderir a um massacre contra a população, no máximo vão esfregar as mãos escondidos debaixo das saias da elite conservadora. Esse delírio pertence à extrema direita, à milícia, aos evanjegues fascistas, aos hitlerianos supremacistas, aos tolos e fanáticos independente de classe social

Eles estão despertando, os mortos vivos estão saindo de suas tumbas e fazendo prognósticos terríveis, como fez o necropolítico Roberto Jefferson, presidente do PTB, sobre uma suposta conspiração para que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, aceite abrir processo de impeachment contra Jair Bolsonaro.

“Se o Congresso fizer isso, nós temos que ir para as ruas e apostar em qualquer jogo. E os militares vão ser chamados a agir. Se essa turma do vermelho achar que vai mudar o jogo peitando, fazendo um golpe legislativo para tirar um governo legal, vai encontrar resistência forte, à altura da agressão”, declarou.

Jefferson está sendo cultuado por apoiadores do nazifascismo, que sustentam a ideia de um golpe do parlamento para a queda do presidente. O ex-deputado ainda disse que “a direita vai para a rua” e que confrontos armados serão inevitáveis.

“Vai acabar tendo de ter uma intervenção até para estabilizar o que está ocorrendo por parte das Forças Armadas. Aí eu não sei como vai ser. Se a esquerda fizer qualquer ação para tirar o Bolsonaro, vai encontrar a direita na rua. Vai ter sangue”, disse Roberto Jefferson.

Não creio que a direita tradicional vá aderir a um massacre contra a população, no máximo vão esfregar as mãos escondidos debaixo das saias da elite conservadora. Esse delírio pertence à extrema direita, à milícia, aos evanjegues fascistas, aos hitlerianos supremacistas, aos tolos e fanáticos independente de classe social.

O poder de mobilização tem se mostrado eficaz, estão enfrentando o perigo de contaminação pela Covid-19 saindo às ruas sem qualquer tipo de proteção. Alguns fazem questão de apertar a mão escarrada de seu líder e coveiro.

O perigo é real, o fanatismo em torno de Bolsonaro não deve ser minimizado. A fórmula é antiga, criam um inimigo com nome e cor (esquerda vermelha), cabendo aos homens de bem, patriotas e apóstolos de deus a tarefa de derrota-lo no armagedom.

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Cortes 247

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