Em uma campanha na qual tem encenado o personagem de bom moço, que não se abala nem quando seu chefe de polícia é preso, o governador Cláudio Castro mantém a liderança na disputa para o governo do Rio e tem crescido nas últimas pesquisas.
Mas Marcelo Freixo também não está estacionado e vem avançando, embora de forma mais modesta. O certo é que a realização de um segundo turno entre os dois principais concorrentes é praticamente certa, já que Rodrigo Neves, do PDT, não consegue sair do lugar, estagnado em 7% ou 6%.
Em condições normais de temperatura e pressão, Castro desponta como favorito para vencer a eleição no segundo turno, mas a movimentação de uma peça no tabuleiro pode virar o jogo em favor de Freixo.
Vamos imaginar que Lula consiga derrotar Bolsonaro no primeiro turno, algo, aliás, que as pesquisas apontam como factível, embora não seja fácil. Consagrado mais uma vez pelo voto popular, depois de superar a maior perseguição já sofrida por um político brasileiro, Lula, ainda na noite do dia 2 de outubro, concentrará todas as atenções nacionais e internacionais.
Além de ter um significado extraordinário para a democracia brasileira, essa derrota acachapante do fascismo faria de Lula o maior cabo eleitoral da história das eleições brasileiras, uma espécie de Rei Midas, personagem da mitologia grega, rei da Frígia, que transformava em ouro tudo que tocava.
E aí se beneficiariam todos os candidatos apoiados por Lula que estiverem disputando a segunda volta, como Freixo. É possível vislumbrar o impacto eleitoral de um comício do candidato do PSB e da frente de esquerda ao governo do Rio, na Cinelândia, na qual Lula seria não mais apresentando como candidato, mas sim como presidente eleito do Brasil.
Arrasador.
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