Os rituais que assistimos na Itália, como o comboio de caminhões do exército transportando corpos pelas ruas e os vídeos em necrotérios com punhados de corpos perfilados em macas, podem ser a propaganda oficial de uma nova ordem.
Familiares estão proibidos de velarem e enterrarem seus mortos, não estão se despedindo de seus entes queridos. “Essa pandemia mata duas vezes”, disse a funcionária de uma funerária em Milão.
O isolamento faz parte do ritual macabro do desaparecimento, pois a ausência passa a ser naturalizada, a carne fria é substituída pela fumaça.
No Brasil, o necrogoverno fascista do vilão internacional, pegou essa onda meio sem querer e tenta surfá-la. Tortura e extermínio fazem parte da sua formação, operar essa lógica é uma arte para a tropa do porão.
Com discurso contrário a todas as orientações da Organização Mundial da Saúde e de seu próprio Ministério, Bolsonaro empurra a população para uma contaminação coletiva e generalizada.
Nos cemitérios de São Paulo, ao menos trinta enterros por dia, são de casos suspeitos de Covid-19.
A nova ordem virá com o esvaziamento do planeta. A Terra foi ocupada desordenadamente, territórios fartos em riquezas naturais como o nosso são cobiçados e estão no radar das forças militares.
Será que a pandemia causada pelo coronavírus faz parte de um realinhamento neoliberal e totalitário para mudar o conceito e o equilíbrio atual de poder?
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