Opinião

A primeira “impreção” é a que fica?

“O brasileiro não lê – ele constrói puxadinhos” – já bem disse alguém. Espero que a frase do atual ministro da Educação não seja lida pela maioria, pois isto não seria nem um pouco “imprecionante”, apesar de impressionante

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Os ditados são uma forma de expressão mui peculiar, muitas pessoas gostam de utilizá-los em seu dia a dia. Eles trazem mensagens bastante interessantes. Por exemplo: “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura” que é uma ode a persistência e cai deveras bem em tempos de repressão e censura nacional: soa como resistência.

Afinal uma noite (sem precedentes) caiu e está decorando mentes e salas institucionais em todos os âmbitos e com um elenco à la CIRCO DOS HORRORES  decadente, ou seja, há feras gerindo este caos (no país que já foi o quinto do mundo em economia) e isto certamente faz com que o povo se desapegue cada vez mais da Educação.

Quem disse “A primeira impressão é a que fica”, outro dito popular que nos remete a alguma situação cotidiana…pensou com o senso filosófico, religioso, sociológico, e até histórico. A tradição oral dos tais ditados populares vem mesclada de uma sabedoria antiga que observa o ser humano e sua ação no espaço – já que a espécie está inacabada como ser perfeito. 

O Homem é realmente uma animal político, como disse Aristóteles, ele prima pelas relações sociais com ênfase na hierarquia, talvez por isto ainda se encontre em evolução; precipuamente na esfera mental.

Parece que os ditados são o fruto de uma observação contínua do homem pelo homem em seus poucos séculos de existência no cenário planetário; existência que de forma análoga aos outros espécimes: é breve. O Homem sabido, ou Homo sapiens, surgiu há mais ou menos duzentos mil anos; sendo que seu protótipo celular (o coacervado) apareceu em um oceano primitivo quente, bem antes: há 3,5 bilhões de anos.

E como já dizia meu avô que DEVAGAR SE VAI AO LONGE, estamos evoluindo do mar para o continente em um projeto de adaptação arquitetado para à vida; e vida com cultura.

Nos tornamos seres culturais, após trilhar etapas de intenso barbarismo e então “iluminados” pela escrita fundamos a Academia; contudo a impiedade continua nossa companheira até agora…

Homens e mulheres foram fermentando sua argúcia e na era da robótica, em um universo de drones, e internet: ainda deixam suas piores impressões à primeira vista.

“O brasileiro não lê – ele constrói puxadinhos” – já bem disse alguém. Espero que a frase do atual ministro da Educação não seja lida pela maioria, pois isto não seria nem um pouco “imprecionante”, apesar de impressionante.

#LEIABRAZILEVIREBRASIL

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