A projeção de um coach condenado nas pesquisas eleitorais reflete o adoecimento de um país envenenado pelo pacto do fascismo com a mídia e as big techs.
De um Brasil molestado pelo mercado a idolatrar algozes e repelir a própria sobrevivência.
Essa aliança retroalimenta a alienação perversa de falsa despolitização com culto ideológico do ódio à esquerda e do (pseudo) enriquecimento fácil.
Cada vértice opera para criar uma ilusão social de solução através do individualismo messiânico – o núcleo da armação desse coachismo forjado no vazio.
É a supremacia da tolice embutida no “só depende de você” para mascarar problemas sistêmicos, impedir a consciência crítica e culpar o cidadão por males impostos à coletividade.
A mídia massifica como populistas e criminaliza políticas benéficas ao todo enquanto normaliza a violência extremista.
As big techs priorizam narrativas destrutivas para robotizar mentes em favor da monetização alienante.
E o neofascismo alicia fanáticos com charlatanismo para fazer da farsa do êxito o sonho possível – mas sempre intocável.
O chorume desse ecossistema é a manutenção de privilégios de um clube seleto sob a anuência cega da legião de excluídos e enganados.
Essa pregação contra a inteligência e a coletividade atirou o país na vala da brutalidade voluntária ocupada por zumbis de uma esperteza irreal.
Não importam a prática de crimes, atos imorais, antiéticos, mentiras, violência, promessas delirantes – o sopro da selvageria aniquilou o bom senso no aliciamento da idiotice.
Veneram o “sucesso” de um sujeito considerado criminoso ao custo da própria vida, da rede de amparo pública cuja destruição é inerente à ação do ídolo.
A ascensão do coach é sinal de triunfo da indigência – o suicídio de um Brasil em agonia.
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