Opinião

Adeus, querido: Temer reconhece que não tem votos para o golpe no Senado

A dificuldade para aprovar o afastamento definitivo de Dilma ganhou dois novos ingredientes: 1- a perícia do Senado atesta que não houve pedalada fiscal; e 2- a presidente eleita convocará plebiscito para encurtar o próprio mandato e antecipar a eleição

Temer no Planalto 12/5/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino
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Reportagem do Estadão, revela que o Palácio do Planalto tem apenas 38 votos pela cassação da presidente Dilma Rousseff. Para aprovar o impeachment, no entanto, são necessários 54 votos.

“Pela estimativa do Planalto, a cassação de Dilma está nas mãos de 15 senadores. Hoje, 38 se posicionam a favor do impedimento – são necessários 54. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, se recusa a revelar a ‘estratégia’ para evitar a volta da petista”, diz um trecho da matéria assinada pelos jornalistas Pedro Venceslau e Valmar Hupsel Filho.

A matéria denuncia o balcão de negócio que virou o Planalto, que tenta cabalar votos entre os senadores indecisos.

Pelo andar da carruagem, ouviremos logo o slogan “adeus, querido” para o presidente interino Michel Temer (PMDB).

A dificuldade para aprovar o afastamento definitivo de Dilma ganhou dois novos ingredientes: 1- a perícia do Senado atesta que não houve pedalada fiscal; e 2- a presidente eleita convocará plebiscito para encurtar o próprio mandato e antecipar a eleição.

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Cortes 247

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