A linguagem é ingrata. Cedo ou tarde, ela acaba desmascarando a picaretagem pretensamente sofisticada que escorre pelas bordas do submundo digital.
A histeria subscrita na tese fraca e fantasiosa do Banestado veiculada por um blog obscuro realmente superou qualquer expectativa.
Tem ali todo o tipo de disfunção narrativa, delírios lisérgicos, megalomanias, narcisismo, egocentrismo, prepotência e síndrome de autopiedade.
Superou até os terraplanistas.
Fujam disso, por favor.
E nem é o problema do Banestado em si, é a carência do plano enunciador querendo a atenção de tudo e de todos, a qualquer custo.
Vou desenhar para que não paire dúvidas: o problema está na forma e no desejo desmesurado pela propriedade da razão e da verdade.
Que o Banestado é uma caixa-preta a ser investigada, até as emas inquietas do Palácio da Alvorada sabem.
A questão é: que tipo de onda que se pretende surfar?
O episódio do #BanestadoLeaks (que pretensão, oh my god!) lembra a obra de Cervantes: luta-se com moinhos de vento tão monstruosos quanto imaginários e produz-se uma da mais curiosas pérolas do delírio fetichista em busca de protagonismo de todos os tempos.
Há, nessa tragédia, uma lição: ela oferece à história, mais uma vez, a possibilidade de se separar o joio do trigo.
Ver uma tese agonizar antes de nascer e fazer “sucesso” é um aprendizado amargo, mas um aprendizado.
Em meio à pandemia, a golpes genocidas e a carências intelectuais múltiplas, muitos vão ficando pelo caminho.
Assista a Live do Conde sobre o assunto:
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