Ontem foi enterrado no Rio de Janeiro o jornalista eescritor Paulo Henrique Amorim, e coincidentemente, tive o prazer de conhecê-lo em um evento de cunho espiritual onde ele palestrou em homenagem ao seu pai Deolindo Amorim (jornalista e conferencista espírita).
Isto foi há mais de dois decênios no Centro EspiritaJoaquim Murtinho, em Irajá, no Rio de Janeiro, na época eu realizava um trabalho voluntário lá com as vovós, e também frequentava os Chás Fraternos e Reuniões presididas por Erothildes de Castro Grandés, a presidente geral da Instituição.
Fiquei encantada ao dialogar com Paulo Henrique, que discorreu entre outros temas, sobre a questão da espiritualidade. Foi um momento importante para muitos na audiência, principalmente para aqueles que desavisadamente distanciam os binômios intelectualidade/ proficiência de humildade/altruísmo.
O tempo passou e meu caráter humanista me levou apercorrer caminhos e alamedas voltadas para o amor ao próximo, dentro e fora das salas de aula que percorri, na função de docente – e como escritora, atriz, diretora de teatro, e cidadã que estudou Moral e Cívica e O.S.P.B em lugar de História e Geografia…
E graças a mentes iluminadas que reformaram aEducação pós-militarismo: pude ver a disciplina de história distante …ser resgatada em minha linha acadêmica e sob luzes de um governo democrático, nos anos dois mil, consegui cursar minha segunda graduação: História.
Bem, voltando ao conhecido P.H.A; posso afirmar queseu legado de forma bem afiada deve ser transformado em livros, resenhas, como fonte histórica primorosa e sagrada; onde a nossa e as outras gerações bebam criatividade e legitimidade em forma de jornalismo.
Ao assistir alguns de seus vídeos, pude relembrar dapalestra de outrora, no manso ambiente do Centro Joaquim Murtinho, onde a candura daquele já conhecido homem de comunicação: sorria de forma bem-humorada e falava de política, filosofia, história e fé com reverberante retórica e profícua simplicidade.
Estamos perdendo grandes valores, aliás criei ontem uma hashtag: #VALORES que patenteia os valorosos homens e mulheres de nossa temporalidade, no Brasil e no mundo, para que se tornem signatários humanistas de uma época onde a base da pirâmide poderá ser composta por zumbis.
Porém não podemos desanimar: Somos terrivelmente progressistas.
E como dizia Paulo Henrique Amorim,
Boa sorte.
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