Esses últimos anos têm sido tão terríveis, tão cruéis, revestidos de tanta insanidade, que quase esquecemos que, sim, os Bolsonaro fazem parte do gênero humano.
O que aconteceu a Flávio Bolsonaro, no debate do Rio, também aconteceu a Dilma, em um debate presidencial, em 2014.
O fato é que todo mundo, em algum momento crucial, público ou relevante da vida, já sofreu – ou vai sofrer – uma queda de pressão.
É da vida.
O ocorrido com Flávio, no entanto, trouxe a público uma faceta da rotina dos Bolsonaro que, embora deduzível, causa um misto de horror e pena: papai Bolsonaro é um fascista, também, em família.
Ao impedir que Jandira Feghali socorresse Flávio e, em seguida, tratar o filho como um soldado negligente, a quem ordenou fazer flexões, Jair Bolsonaro nos deu a medida do que deve ter sido a criação deste e de seus outros dois filhos.
Psicopata que tramou a explosão de bombas em quartéis e na Academia Militar das Agulhas Negras, Bolsonaro deixou o Exército nos anos 1980, quando era capitão, mas levou a caserna para dentro de casa.
Não é difícil imaginar o que esses meninos – todos truculentos, homofóbicos e fascistoides, como o pai – passaram na infância e na adolescência, até se tornarem caricaturas ambulantes do pai.
Hoje, seria caso de intervenção do Conselho Tutelar.
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