Opinião

Cashback eleva consumo e força queda de juro

“Se bancos continuarem, depois do Cashback, cobrando juros extorsivos, com tanta sobra de caixa que dispõem no BC, virarão a geni nacional”, diz César Fonseca

Fernando Haddad e Lula
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O cashback, dinheiro de volta, maior novidade da reforma tributária, que alcança o caminho da simplificação para melhor distribuir renda nacional, elevará o consumo interno e, consequentemente, forçará queda da taxa de juro por pressão popular.

Com mais dinheiro no bolso, a população mais pobre elevará o consumo interno e pressionará a demanda sobre oferta de crédito na economia.

Os neoliberais negarão a economia de mercado que tanto defendem?

A oferta que o Cashback demanda é juro baixo para aumentar consumo no crediário.

É tudo que o presidente Lula quer e tudo o que o mercado financeiro especulativo não quer.

A lei da oferta e da demanda exigirá mais oferta de dinheiro na circulação para atender a demanda de consumo desatada pelo Cashback.

Se os bancos continuarem, depois do Cashback, cobrando juros extorsivos, com tanta sobra de caixa que dispõem no BC, rendendo aos rentistas juros especulativos no BC independente, sem precisar trabalhar, virarão a geni nacional.

CASHBACK TRANSFORMA BC EM GENI – O Banco Central, candidato a, também, virar Geni nacional junto com a Faria Lima à qual se submete, depois do Cashback, que impõe maior demanda do que oferta de bens e serviços, será forçado, pela opinião pública, a flexibilizar o arcabouço fiscal, os gastos sociais, os que puxam a demanda global – saúde, educação, infraestrutura etc.

O presidente Lula já aposta na eficácia do Cashback ao pré-anunciar aumento dos investimentos em programas sociais que demandam emprego, renda, consumo, produção, arrecadação e investimentos, de modo a evitar pressões inflacionárias.

“FAZ-ME RIR” – A força política do Cashback-Dinheiro de volta, que, logo, logo, ganhará o apoio popular, por representar distribuição de renda, como se fosse novo bolsa família, isenção do pagamento de imposto de renda, devolução de despesas etc, crescerá porque, como diz o ditado, mais dinheiro no bolso produz o famoso “Faz-me rir”.

Cashback faz os mais pobres sorrirem.

O dinheiro de volta na bolsa popular, sonho de consumo dos comerciantes, força o governo a flexibilizar o crédito ao consumidor, para evitar inflação de demanda

O Cashback força a porta do crédito no Banco Central em forma de reivindicação por maior oferta de dinheiro na praça para girar todas as atividades produtivas.

Se o bolsonarista Campos Neto insistir nos juros extorsivos pró-mercado destruirá a base política do bolsonarismo.

Será pressionado pela própria ultradireita à que se aliou em nome da luta eleitoral.

NOVO AMBIENTE ECONÔMICO-SOCIAL – Cashback cria, portanto, ambiente econômico, social e político que favorece Lula em ano eleitoral, embora os efeitos práticos do Cashback ocorrerão depois de 2030.

Porém, como a economia vive de expectativa, o Cashback antecipa tal expectativa por representar poder de compra contratado pela classe trabalhadora, ou seja, a massa socialmente espoliada no capitalismo brasileiro, na condição de lumpen proletariado depositado no CadÚnico.

A resistência dos bolsonaristas de ultra direita quanto à reforma tributária é sintoma de um revés político eleitoral; sentiram o peso da popularidade lulista em ascensão com a emergência do Cashback.

Politicamente, o Cashback salva a democracia no nazifascismo bolsonarista que perde com a nova reforma tributária que salva relativamente o setor produtivo do rentismo espoliativo.

O Cashback cria demanda para o setor produtivo em geral, impulsionando, agora, os empresários a irem à luta ao lado dos trabalhadores para combater o inimigo comum: especulador rentista, apoiado pelo BC Independente, que esfria a economia capitalista brasileira sob perigo de congelá-la e matá-la.

DIREITA PODE SE RENDER A LULA – Se os capitalistas do setor produtivo, direita nacional que se aliou à ultradireita em 2018, pensassem melhor em vez de pressionar contra o Cashback para a carne, apoiariam a reivindicação, pois mais dinheiro no bolso dos miseráveis criará mais demanda para os poderosos em seus estabelecimentos comerciais.

“O pobre faz o nobre, mas o nobre não faz o pobre”, diz o empresário e ex-presidente da Associação Comercial do DF, Sebastião Gomes.

O resultado político do Cashback, naturalmente, será idêntico ao que foi anunciado hoje em pesquisa popular, pelo fato do presidente ter polarizado, ideologicamente, com o rentismo representado por Campos Neto, presidente do BC Independente: aumento da popularidade do presidente.

Em seu novo modelo de regionalizar a comunicação pública, que deu certo no novo embate com o bolsonarista antidesenvolvimentista, Roberto Campos, Lula saberá pedagogizar e popularizar o Cashback a seu favor como fruto da sua negociação com o Congresso.

O grande perdedor com o Cashback é o ladrão de joias, pois sua proposta é a de destruir o trabalhador e desconstruir o país para o rentismo, o inverso da proposta lulista, que, agora, celebra apoio de 54% da população.

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Cortes 247

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