Os corpos continuam caindo dentro da panaceia nacional, que apesar da mudança de ares, ainda mantém viva a chama do autoritarismo que golpeia às “minorias”, ou seja, golpeia à diversidade. Infelizmente, ainda sobrevive enraizada: a malignidade da Casa Grande e da Senzala.
A cultura e a religiosidade regional e social, que figura do Oiapoque ao Chuí, não são respeitadas como direitos humanos. A morte da mãe de santo e líder quilombola Bernadete Pacífico demonstra claramente que nossa sociedade está corrompida por um ranço escravocrata e imperialista de desrespeito aos indivíduos.
A liberdade e a igualdade do ser humano cada vez mais se esvai no seio de uma população que sob a égide de uma herdada colonialidade tornou-se serva do descaso nacional. A nação verdadeira ainda não emergiu do caos da desigualdade…
“Minha família está sendo perseguida. Em 2017, meu irmão foi assassinado da mesma forma e ontem minha mãe foi executada enquanto estava com seus três netos. Queria saber o que a gente fez para esse povo. Não sabia que fazer o bem contraria tanto as elites”.
A fala acima é de um dos filhos da líder quilombola Bernadete Pacífico, assassinada no último dia 17 de agosto. A avó e mãe, também perdeu outro filho em 2017, eliminado.
Todos choramos diante de tais sectárias injustiças.
#ValReiterjornalismohistórico
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