Opinião

Dilma deverá dar guinada à esquerda com derrota do golpe de Temer

O desastre do governo provisório é o melhor cabo eleitoral pela volta de Dilma, mas o retorno dela só será assegurado com a declaração explícita de mudança na política econômica

Presidente Dilma Rousseff chega para cerimônia no Palácio do Planalto 22/03/ 2016. REUTERS/Adriano Machado
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A presidente eleita Dilma Rousseff sinaliza voltar com um governo ‘mais esquerda’ daquele que executou nos primeiros 18 meses deste segundo mandato.

Há uma movimentação no Senado visando buscar um compromisso mais desenvolvimentista de Dilma, que seria a conditio sine qua non para fulminar o impeachment e o golpe de Michel Temer (PMDB) no plenário.

Um grupo suprapartidário de senadores têm mantido intensas conversas com o Palácio Alvorada para retomar o programa de governo votado e vitorioso nas eleições de 2014.

Paralelamente, a comissão do impeachment se reunirá nesta segunda-feira (6), a partir das 16 horas, com o objetivo de acelerar o afastamento definitivo da presidente eleita.

O desespero dos golpistas ganhou contornos nítidos na semana que passou diante da iminente derrota no Senado, que votará o mérito do impeachment.

Para confirmar Temer no poder, serão necessários 54 votos ou dois terços dos 81 parlamentares.

Na votação que aprovou a admissibilidade e o afastamento provisório de Dilma, o placar foi 55 votos favoráveis, 22 contrários, três ausências e uma abstenção.

O desastre do governo provisório é o melhor cabo eleitoral pela volta de Dilma, mas o retorno dela só será assegurado com a declaração explícita de mudança na política econômica.

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Cortes 247

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