Opinião

Flexibilizar piso da saúde e educação é um erro que beneficia o extremismo

“É um equívoco social, histórico e político inadmissível”, diz Tiago Barbosa

Fernando Haddad e Simone Tebet
Siga o 247 no Google Notícias Seguir no Google Notícias Adicione o Brasil 247 como fonte preferencial no Google Apoie o jornalismo independente Apoie o 247

É um equívoco social, histórico e político inadmissível mexer nos pisos de saúde e de educação para saciar metas fiscais em atendimento à voracidade do mercado. 

Essa linha não deve ser cruzada sob pena de rotular o governo como simulacro com verniz de esquerda do modelo neoliberal.

A definição constitucional prevê o mínimo às duas áreas contra oscilações políticas e ofensivas de gestores de toda ordem – é escudo contra a cobiça privada.

A flexibilização ameaça aportes porque sujeita a cenários momentâneos – uma insanidade em um país ideologicamente manobrado pela direita para tratar investimento como gasto supérfluo.

É erro histórico e político por identificar um governo de núcleo popular com o direitismo fracassado e culpado pelo esgarçamento do tecido social – gênese de um ódio difuso capitalizado pelo fascismo internacional.

O cenário mundial exige convicção e ação ideológicas contra esse modelo austero de sobreposição do capital ao bem-estar da coletividade – e ameaçar o mínimo é um ato suicida em benefício do extremismo.

❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.

Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

Participe da discussão

Acompanhe as
últimas notícias