Opinião

Globo repete 1984 ao esconder protestos pelo ‘Fora Temer’ no país

A censura às manifestações populares e artísticas remonta há 32 anos, numa época que era proibido discordar do regime fardado. Agora, a liberdade de expressão segue ameaçada por uma ditadura civil jurídica-política-midiática

A censura às manifestações populares e artísticas remonta há 32 anos, numa época que era proibido discordar do regime fardado. Agora, a liberdade de expressão segue ameaçada por uma ditadura civil jurídica-política-midiática
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Ao esconder 40 mil belorizontinos recepcionando a presidente Dilma Rousseff (PT) egritando ‘Fora Temer’, na sexta (20), a TV Globo repetiu 1984 quando, em plena ditadura militar, a emissora escondeu 300 mil pessoas na Praça da Sé, em São Paulo, no comício das ‘Diretas Já’ para presidente da República.

A Globo e os jornalões que compõem a velha mídia golpista também têm escondido outros eventos que pedem a saída do governo precário Michel Temer (PMDB). Ao logo dos últimos 10 dias, foram incontáveis protestos pela democracia e pelo ‘Fora Temer’.

A censura às manifestações populares e artísticas remonta há 32 anos, numa época que era proibido discordar do regime fardado. Agora, a liberdade de expressão segue ameaçada por uma ditadura civil jurídica-política-midiática.

Em Porto Alegre, ocorreram diversos protestos contra os retrocessos do interino Temer. A ilegitimidade do governo provisório também mobilizou Curitiba, São Paulo, Rio, Brasília, Macapá, Recife, Salvador, dentre outras capitais e cidades importantes do país. No entanto, a velha mídia na qualidade de sócia do golpe de Estado vem censurando essas manifestações plurais e suprapartidárias.

A pergunta ainda continua pertinente: até quando conseguirão censurar uma nação inteira que grita a plenos pulmões ‘Fora Temer’?

A censura de 32 anos atrás, na Sé, ao menos a TV Globo mentia que se tratava de comemoração dos 430 anos de São Paulo. Agora, em plena democracia, a emissora sequer registra as presenças da presidente eleita e de milhões nas ruas brasileiras.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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