“Esclarecemo-vos que Francisco Luiz, agora no céu junto com o pai, foi apenas um dos mártires da luta contra voz [sic], a escória satânica do STF”.
Este trecho de um dos seis e-mails recebidos pelo STF após o atentado à bomba de anteontem, sugere que o autor não agiu sozinho, que há outros como ele treinados para ações semelhantes e que até mesmo as palavras usadas, tais como “mártires”, remetem a grupos terroristas internacionais, como a Al Qaeda.
A mensagem reforça indícios de que, à semelhança do modus operandi da Al Qaeda, um ou mais grupos de extrema-direita estariam aliciando, no Brasil, “lobos solitários” dispostos a dar a vida para executar ações de alto risco, ideologicamente fanatizados e emocionalmente vulneráveis.
Na aparência, são ações isoladas e individuais de um “homem-bomba”, mas que atua a serviço de uma ou várias organizações de extrema-direita empenhadas em derrubar o estado democrático de Direito.
Os “mártires” da Al Qaeda topavam o sacrifício certos de que ao chegar no Céu seriam recebidos por cem virgens.
No caso brasileiro, a grande recompensa seria mandar para o inferno a “escória satânica” que não deixa Bolsonaro voltar ao poder.
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