Opinião

Não existe fair play contra fascista

Bolsonaro e Tarcísio de Freitas
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 Nesse jogo de combate onde a extrema direita entra em campo sem limite e ética, não cabe ao outro lado jogar com excesso de escrúpulos, dentro das regras, porque pode resultar em derrota nas urnas.

A campanha do fascista é suja, baseada em mentiras, com narrativas superlativadas para criarem a sensação de pânico moral. Damares e Bolsonaro utilizaram essa tática no ‘caso’ das crianças mutiladas na Ilha de Marajó e das adolescentes venezuelanas de Brasília.

Até o dia 30 de outubro outros eventos serão forjados contra a campanha de Lula. Há rumores de que a Polícia Federal aparelhada pelo presidente, interrogará Adélio Bispo, preso incomunicável, que é uma ‘carta na manga’ de Bolsonaro;

A primeira-dama, Michelle, e a ex-ministra Damares Alves, estão percorrendo o nordeste do país em encontros com as comunidades evangélicas. Essas viagens podem ser usadas na produção de um auto atentado. Houve um ensaio em Fortaleza, no suposto tiro no muro de uma igreja evangélica que elas visitariam.

No primeiro debate vimos o presidente Bolsonaro mentir descaradamente. Inventou que Lula é amigo de traficantes, que no Complexo do Salgueiro (sic) não viu policial garantindo a segurança durante a caminhada do petista, dando a entender que todo favelado é traficante. O Complexo do Salgueiro fica em São Gonçalo, região metropolitana do Rio, Lula esteve em campanha no Complexo do Alemão, localizada na cidade do Rio.

Até o boné que Lula usou com a sigla CPX, que significa Complexo, foi atribuída ao Comando Vermelho. Bolsonaro diz que conhece o Rio, mas é bom lembrá-lo de que CDD é Cidade de Deus, TJK Tijuca, TTK Catete, VDG Vidigal.

Os progressistas não fazem campanha baseada em mentiras, porém têm utilizado as redes sociais para compartilhar vídeos, existem centenas, em que Bolsonaro aparece dizendo absurdos que depõem contra a sua imagem. Uma descontextualizada para cima de quem só propaga mentiras, às vezes é válida.

Faltando doze dias para o segundo turno e com dez milhões de votos para tirar de diferença, o desespero bateu na campanha do genocida, tornando impossível prever o tamanho dos ataques que vêm por aí.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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