O Supremo Tribunal Federal deu ao governo 79 páginas de acórdão para questionar o Impeachment.
Réu não pode chefiar poder de estado foi a decisão, que atinge não apenas Cunha, mas, caso vire réu nas denúncias que pesam contra si, também, Michel Temer. Aliás, a segunda vítima é o substituto eventual de Cunha, deputado Waldir Maranhão, que é réu.
A analogia usada no relato do ministro Teori foi o afastamento do Presidente da República quando se torna réu no Senado.
Cunha é réu desde março, o que torna, em potencial seus atos nulo, incluindo o Impeachment.
Por outro lado, a “lei ” só retroage pra beneficiar o réu, neste caso, a presidenta Dilma, caso o Senado a afaste quarta-feira da semana que vem.
Vai ter luta e, ao lado da proibição do financiamento empresarial de campanha, pode-se dizer que a inevitável mudança do sistema político brasileiro, direta ou indiretamente, compõe o legado da presidenta Dilma Rousseff.
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