Mais uma vez, o melhor – ou, melhor – a melhor não foi a escolhida, nem pelo PT.
Era, sem dúvida, Luiza Erundina.
Fez o melhor discurso, deu nome aos bois, deu esperanças.
Ofereceu sangue, suor e lágrimas.
Chamou Cunha de corrupto e Temer de golpista.
Por um momento pensei que suas palavras mudariam os votos cabalados e acertados.
Mas a Câmara dos Deputados não a merece.
Dos dois que foram para o segundo turno me recuso a escolher o pior.
Rosso, marinheiro de primeiro mandato, foi cupincha do maior corrupto de Brasília: Joaquim Roriz.
Maia, filhinho de papai César é um bebê chorão.
O primeiro presidiu a mesa espúria do impeachment.
O segundo apoiou.
Vaquinhas de presépio. Arraia miúda. Presidentes tampões de uma Câmara que cheira mal.
Invocar Ulysses, como fez Maia, foi uma ofensa à sua memória.
Ali não tem coragem, não tem verdade, não tem alegria.
Não tem honra nem sangue nas veias.
São duas personalidades esquivas, abstratas, sem discurso e sem liderança.
O primeiro agradeceu a Deus e à família. Só faltou a tradição.
O segundo não conseguia ler direito o discurso que escreveram para ele.
Pouparam Eduardo Cunha, divorciados da história. Não sabem que país é esse.
Ambos eram bons para Temer.
E tudo que é bom para Temer não é bom para o Brasil.
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