Opinião

Quando olho hoje à minha volta, vejo as múmias do passado, caminhando assustadoramente…

“Não encontro mais em mim a possibilidade do silêncio, não encontro a coragem de ter medo”, escreve a jornalista Hildegard Angel, neste Dia Internacional da Mulher, relembrando a ditadura militar

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Por Hildegard Angel, para o Jornalistas pela Democracia – Para alguns, são fatos anacrônicos, que não valem ser lembrados. Para mim, foram ontem, hoje pela manhã, e eu os sinto e lembro com tal intensidade que me parece impossível permitir que seja apagado aquele bafo de terror que sufocou nossas vidas, quando só a impetuosidade criativa dos artistas nos possibilitava respirar, sorrir, esperançar e acreditar que a nuvem de chumbo passaria.

E ela passou… deixando em seu rastro cicatrizes, tragédias, lembranças doloridas e nos legando exemplos de heroísmo, coragem, rebeldia.

Quando olho hoje à minha volta, vejo as múmias do passado, caminhando assustadoramente, com passos de ganso, em nossa direção, e não encontro mais em mim a possibilidade do silêncio, não encontro a coragem de ter medo.

Neste Dia das Mulheres, vamos lembrar outra vez a fibra de Zuzu Angel, tudo de belo que realizou, tudo de muito que lutou.

Eis aqui o vídeo produzido pela Casa Zuzu Angel, com o talento de Rubens Ramos, a colaboração de Simone Costa e a contribuição de nossa História aos que nos honram com sua atenção.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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