Li na coluna da Carolina Brígido, no UOL, que alguns ministros do STF consideram arriscado prender Bolsonaro neste momento: temem convulsão social.
Com todo o respeito pelos ministros, que, é claro, falaram em off, o Estado não pode ser refém de meia-dúzia de baderneiros.
Se eles decidirem quebrar alguma coisa (não em Brasília, que está bem vigiada) irão para a cadeia fazer companhia aos que foram presos no 8/1.
Se o estado brasileiro não consegue reprimir arruaceiros, estamos no mato sem cachorro.
O ex-presidente só não foi preso faz tempo, pelo que fez e deixou de fazer no seu mandato, graças à blindagem de Augusto Aras na PGR e de Arthur Lira na Câmara.
Ameaçou dia sim, outro também, o estado democrático de direito.
Colocou a vida dos brasileiros em risco ao desprezar máscaras e vacinas contra covid-19.
Pregou abertamente a violência armada.
Traiu e conspurcou a constituição que jurou defender.
Contestou, sem provas, as urnas eletrônicas, atacou as instituições, não reconheceu o resultado e ainda nesta semana compartilhou um post que dizia que Lula foi eleito pelo TSE e pelo STF, não pelo povo.
Os presos na intentona de Brasília disseram, em seus depoimentos, quase todos, que foram estimulados por Bolsonaro. Ele também tem de ser enquadrado, tal como eles, nas leis 359 L e 359 M, que punem as tentativas de derrubar um governo eleito e o estado democrático de direito, com penas de 4 a 12 anos.
É o inimigo público número 1 da democracia. No Brasil e no mundo.
Quanto antes for preso, melhor. Para o Brasil e para o mundo.
Só não será preso por excesso de provas.
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