Opinião

Rastilhos da fake news

O país em que mais se acredita em fakes no mundo!

Pix se tornou a principal modalidade de pagamentos do país
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O “preju” de muita gente, e por nada – apenas mentiras. Até o vendedor da latinha de cerveja gelada recusou o Pix na praia e a água de coco só em dinheiro vivo, escreveu na tabuleta abaixo do pastel e caldo de cana. O leite e o pãozinho da venda também, só em dinheiro, no brechó da esquina, somente o velho dinheiro em papel. As pessoas foram flagradas nos seus celulares com dúvidas, receios e ódio. Meias verdades, ilações maldosas, para pegar incautos. Milhares de lojas se recusaram às transferências do Pix. Os produtos perecíveis se perderam na geladeira do comerciante com a validade vencida. O disseminador pôs em dúvida essa transação legal e pacífica em todo o país que é o Pix. Referência – não de partido, mas de governo – contudo, esse deputado menino, Nikolas, apresentou uma campanha bem montada e distorciva.

Grupos de estelionatários se aproveitaram da fake circulante e surfaram contra os consumidores e usuários da net. Enviaram boletos pelo e-mail, zap, SMS e outros contatos, para pagar os “impostos do Pix” – que eles sabiam que não tinha e – frise-se bem – não há nem haverá, pois o Pix não tem taxa. Pix é igual a dinheiro. 

O Brasil é o país onde mais se acredita em fakes no mundo! Segundo um Instituto francês, Ipsos (Institut Public de Sondage d’Opinion Secteur), divulgado em 2 de outubro, 62% dos brasileiros acreditam em mensagens falsas. Outro órgão, a OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, confirma esses dados da “fofocaria” midiática brasileira.

Os criminosos digitais surfaram na onda. Inovaram nas suas ações delitivas. Usaram cópias da página principal e logotipo da Receita federal, para surrupiar o fundinho de reserva das pessoas mais pobres e pouco instruídas.

Há casos em que o fraudador se diz funcionário do Banco do Brasil ou outro e a vovozinha acreditou de boa-fé no imposto do Pix. Então, diz ele, que houve problema na conta de sua aposentadoria e a convence em fazer um teste de transferência via Pix e, babau, vai para a conta do estelionatário.

Porém, continuaram com os antigos golpes também. Você ainda pode receber um WhatsApp de um amigo ou irmão seu e talvez não perceba que é clonado. Nesse tipo de crime, que pode ser de zap clonado de uma pessoa ou empresa, o sem-vergonha convence você a fazer transferências via Pix, que é uma transferência imediata, e perdeu mais uma vez.

Você recebe mensagem de transferência errada e comprovante do Banco de sua confiança. Ora, você, honesto (a), vai devolver, né. Então você estorna o valor para o golpista…

Se falharem todas as anteriores há o do Golpe do QR code falsificado, “facilitado” ao usuário ingênuo. Você aponta o celular naquele quadradinho e já era. Esses vagabundos digitais direcionam para a conta deles e num segundo você está mais pobre e se sente mais burro. Aliás, burro também por acreditar em fake news.

São tantas fakes! Pesquise pelo lupa.uol.com.br, www.e-farsas.com, apublica.org, www.osfatos.org,  www.projetocomprova.com.br, www.apublica.org, www.osfatos.org

Confira se é mesmo verdade antes de cair na tentação de mandar mensagens estranhas que recebeu aos amigos, pois os disparos desses repasses de fakes também são crimes.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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