A expressiva eleição dos candidatos à Câmara e ao Senado ligados ao presidente Jair Bolsonaro, pode determinar o fim do período da redemocratização, caso haja reeleição.
Em 2023, se reeleito, Bolsonaro terá a oportunidade de indicar dois ministros ao STF para os lugares dos então aposentados Ricardo Lewandowski e Rosa Weber.
Com maioria no Senado, pode pedir o impeachment dos seus ‘inimigos’ Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, permitindo a indicação de outros dois.
Como os ministros Kássio Marques Nunes e André Mendonça já foram indicados e estão alinhados com o presidente, Bolsonaro teria seis ministros no STF para aprovar e impedir o que quiser.
Se não for impedido, Bolsonaro terá o controle do Executivo, Legislativo e Judiciário.
Alguém consegue imaginar viver no século XXI em um país governado por um ditador que nega a cultura, odeia índios, negros e mulheres?
Já não é mais o caso de as forças progressistas levantarem bandeiras, o negócio ultrapassou o limite ideológico partidário. Todos devem estar envolvidos, unidos em torno da candidatura de Lula para barrar o avanço do atraso.
Sem mandato, Bolsonaro terá que se preocupar com os processos judiciais contra os crimes que cometeu, não terá força nem moral para comandar sua tropa bolsonarista no Congresso que, desmobilizada, terá que jogar dentro do campo democrático.
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