A sabatina de Guilherme Boulos pelo adversário ex-coach é prova inegável da subversão do tempo político pelas mídias sociais.
Cristaliza o poder da comunicação online de encurtar o intervalo de reação real entre desafetos e influir no curso do voto.
Não é um efeito desprezível – seja qual for o DNA ideológico, origem partidária ou desenho de candidatura.
O fluxo habitual de uma campanha manteria ambos afastados ou sob contato ínfimo mediado pelo filtro – enviesado, via de regra – da mídia corporativa.
Boulos e Pablo Marçal não cruzariam tão cedo as rotas após as mentiras criminosas do coach e a tensão elevada do primeiro turno.
A memória da interação entre ambos fixada no público se limitaria às acusações mútuas e à atuação picareta do preposto do neobolsonarismo.
Mas a conversa direta reinventa essa imagem e acomoda novas posturas – sem prejuízo, claro, às convicções de cada um.
A sabatina antecipa eventuais diálogos ou conciliações políticas relegados ao tempo, modula discursos e ambienta ideologias na seara eleitoral.
E tudo no aperto de duas semanas, sob audiência de milhares de eleitores e à margem da mídia corporativa – a plataforma usual para eventos desse porte.
Não se trata, por óbvio, de absolver, atenuar ou esquecer as violências inaceitáveis cometidas pelo ex-coach – nem de normalizar quem merece punição judicial exemplar.
Mas a sabatina altera o tempo, a vibração e o tom da comunicação na eleição, reformula a dinâmica das disputas e enseja parâmetros de atuação.
É a instituição de um novo paradigma – inaugurado pela coragem de Boulos e pela covardia de Nunes, é bom frisar.A sabatina de Guilherme Boulos pelo adversário ex-coach é prova inegável da subversão do tempo político pelas mídias sociais.
Cristaliza o poder da comunicação online de encurtar o intervalo de reação real entre desafetos e influir no curso do voto.
Não é um efeito desprezível – seja qual for o DNA ideológico, origem partidária ou desenho de candidatura.
O fluxo habitual de uma campanha manteria ambos afastados ou sob contato ínfimo mediado pelo filtro – enviesado, via de regra – da mídia corporativa.
Boulos e Pablo Marçal não cruzariam tão cedo as rotas após as mentiras criminosas do coach e a tensão elevada do primeiro turno.
A memória da interação entre ambos fixada no público se limitaria às acusações mútuas e à atuação picareta do preposto do neobolsonarismo.
Mas a conversa direta reinventa essa imagem e acomoda novas posturas – sem prejuízo, claro, às convicções de cada um.
A sabatina antecipa eventuais diálogos ou conciliações políticas relegados ao tempo, modula discursos e ambienta ideologias na seara eleitoral.
E tudo no aperto de duas semanas, sob audiência de milhares de eleitores e à margem da mídia corporativa – a plataforma usual para eventos desse porte.
Não se trata, por óbvio, de absolver, atenuar ou esquecer as violências inaceitáveis cometidas pelo ex-coach – nem de normalizar quem merece punição judicial exemplar.
Mas a sabatina altera o tempo, a vibração e o tom da comunicação na eleição, reformula a dinâmica das disputas e enseja parâmetros de atuação.
É a instituição de um novo paradigma – inaugurado pela coragem de Boulos e pela covardia de Nunes, é bom frisar.
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