Opinião

Sai de ré, fascista!

Não fosse pela pandemia, que nos obrigou ao recolhimento compulsório, confrontos entre fascistas e Antifas seriam constantes. Um dos motivos que mantém Bolsonaro no cargo é a pouca incidência desses conflitos, falta gente na rua para tornar o caminho até o impeachment mais curto

Os fascistas apoiadores do presidente, como todos os domingos, fazem carreata pelas ruas do Brasil com seus carros importados, pelo direito de os trabalhadores aglomerarem-se em trens e ônibus lotados.

Em Porto Alegre, uma dessas carreatas foi interceptada por um grupo de Antifascistas. Os manifestantes tentaram argumentar, mas com fascista não tem conversa, e não tiveram outra alternativa a não ser voltar de marcha à ré.

Esses atos tendem a crescer, principalmente depois da divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, que deve ter chocado muita gente contrária e até mesmo favorável ao presidente, que teve que engolir nas ruas de Brasília um muito bem colocado “vai trabalhar, vagabundo’, junto com o hot dog e a mostarda que escorria pelo seu braço.

O movimento Antifascista, Antifa, reúne grupos de esquerda para combater o fascismo utilizando de quaisquer meios que julgarem necessários. Em 2018 estavam nas ruas fazendo oposição e denunciando o candidato Jair Bolsonaro.

O movimento surgiu na Alemanha, início da década de 1930, durante a ascensão e fortalecimento do nazismo. No Brasil, na mesma década, o Antifascismo se fortaleceu com a Frente Única Antifascista, em oposição ao movimento da Ação Integralista Brasileira.

Não fosse pela pandemia, que nos obrigou ao recolhimento compulsório, confrontos entre fascistas e Antifas seriam constantes. Um dos motivos que mantém Bolsonaro no cargo é a pouca incidência desses conflitos, falta gente na rua para tornar o caminho até o impeachment mais curto.

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Cortes 247

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