Em Buenos Aires, cada dia sete de agosto, atrai aqueles que pedem “pão e trabalho” ao santo protetor dos desempregados e desamparados. Nesta quarta-feira, a multidão é ainda maior do que em anos anteriores e conta com a participação das centrais sindicais do país – CGT e CTA. Desde que Javier Milei assumiu a cadeira presidencial, os índices de desocupação e pobreza dispararam, segundo dados oficiais. As medidas de Milei com “o maior ajuste da história mundial”, como ele costuma dizer em sua aversão ao Estado, provocaram exclusão social, alertam especialistas e ONGs voltadas para as questões sociais. Milei argumenta ainda que sua “motosserra” contra funcionários públicos e todo o âmbito que envolva o dinheiro público (obras públicas, por exemplo) tem como objetivo a eliminação do Estado – “destruí-lo por dentro”, diz. Nesta quarta-feira, os que estão sendo alvos diretos de suas medidas estão nas ruas, estão tentando buscar na fé que possuem, e com respaldo dos sindicatos e dos movimentos sociais, o que não encontram nas iniciativas presidenciais. Pesquisas recentes de opinião mostram que o medo do desemprego (para os que tem trabalho) lidera os levantamentos nacionais.
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