Altman: podemos ter o segundo turno entre civilização e barbárie

O jornalista Breno Altman observa o xadrez das eleições de 2018, apontando a polarização que ganha cada vez mais força nas figuras de Lula/Haddad e Bolsonaro, deixando a chapa do golpe, representada por Geraldo Alckmin (PSDB-SP) em um limbo político; "Podemos ter o segundo turno entre civilização e barbárie", observa; assista à entrevista

Altman: podemos ter o segundo turno entre civilização e barbárie
Altman: podemos ter o segundo turno entre civilização e barbárie

TV 247 - O jornalista Breno Altman fez sua análise política semanal na TV 247 observando o xadrez das eleições de 2018 e a polarização que ganha cada vez mais força nas figuras de Lula/Haddad e Bolsonaro, deixando a centro-direita, o partido do golpe, em um limbo político. "Podemos ter o segundo turno entre civilização e barbárie", observa o jornalista. 

Altman considera que, dentro dos seus objetivos de falar para sua bolha, Bolsonaro foi bem sucedido na entrevista que concedeu na última terça-feira (28) ao Jornal Nacional. "Durante o primeiro turno, ele precisa defender os votos que já acumulou. As forças de centro-direita, em conjunto com a mídia, o atacam para recuperar os votos que migraram para a extrema direita", observa.

O jornalista destaca que Bolsonaro tornou-se um grande problema para o partido do golpe. "Eles precisam tirá-lo do páreo, pois, a centro-direita, representada por Geraldo Alckmin (PSDB-SP) poderá ficar fora do segundo turno", aponta.

"Se em duas semanas Alckmin não atingir os dois dígitos na pesquisa, ele será abandonado por todos os lados, a própria Marina Silva (Rede) já está cogitada como partido da mídia", afirma Altman.

Amoedo personnalité

Ele acredita ser remota a possibilidade da burguesia investir seu capital político e econômico em João Amoedo, o milionário candidato a presidente pelo Partido Novo. "A sigla, que parece o PSDB personnalité, ainda é pouco expressiva", considera Altman.

MP de São Paulo- Tucanos em ação

O vice-candidato de Lula, Fernando Haddad (PT-SP), foi acusado pelo Ministério Público de São Paulo por enriquecimento ilícito.

Altman denuncia que, salvo raras exceções, o Ministério Público de São Paulo é "um antro de operadores a serviço do PSDB", afirmando que é "explicita a tentativa do órgão de atacar o PT".

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