Após delação, Marcelo Odebrecht enfrenta ressentimento de antigos colegas

Com a assinatura de seu acordo de delação premiada, Marcelo Odebrecht, preso em Curitiba, tornou-se alvo de mágoa da maioria dos 77 delatores da empresa que presidiu;o herdeiro do grupo baiano vive uma espécie de isolamento e muitos dos demais delatores atribuem a Marcelo a inclusão de seus nomes na Lava Jato; em conversas reservadas, executivos e ex-executivos alegam que somente cumpriam ordens dele sobre decisões envolvendo pagamentos de vantagens a políticos

Marcelo Odebrecht
Marcelo Odebrecht (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Com a assinatura de seu acordo de delação premiada, Marcelo Odebrecht, preso em Curitiba, tornou-se alvo de mágoa da maioria dos 77 delatores da empresa que presidiu. O herdeiro do grupo baiano vive uma espécie de isolamento e muitos dos demais delatores atribuem a Marcelo a inclusão de seus nomes na Lava Jato. Em conversas reservadas, executivos e ex-executivos alegam que somente cumpriam ordens dele sobre decisões envolvendo pagamentos de vantagens a políticos.

As informações são de reportagem de Bela Megale na Folha de S.Paulo.

"Em entrevistas a procuradores da Lava Jato na negociação da delação, o herdeiro da Odebrecht, no entanto, dividiu a autoria desses atos com subordinados.

O cenário prejudicou o processo de sucessão de postos de liderança do grupo. Marcelo arrastou para o acordo de delação executivos que vinham sendo preparados para assumir posições de destaque no futuro.

Entre eles estão Fernando Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental, Paulo Cesena, ex-presidente da Odebrecht Transport, Ernesto Baiardi, diretor em Angola, e Carlos Fadigas, ex-presidente da Braskem.

Com carreiras interrompidas e reclusão de até um ano, os executivos não escondem de interlocutores a insatisfação com o herdeiro, que pegou pena de dez anos, sendo dois e meio em regime fechado."

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