Contra a reforma da Previdência, centrais preparam atos em todo o país

Uma plenária nacional em defesa da aposentadoria e da Previdência está marcada para o dia 20 de fevereiro; as centrais sindicais vão definir um plano de lutas unitário e uma agenda de mobilização, com assembleias de trabalhadores e plenárias estaduais, para organizar a resistência da classe trabalhadora contra a proposta de reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro

Contra a reforma da Previdência, centrais preparam atos em todo o país
Contra a reforma da Previdência, centrais preparam atos em todo o país

247, com informações da CUT - As centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CTB, Intersindical, Nova Central, CGTB, CSP-Conlutas e CSB) vão realizar no próximo dia 20 de fevereiro uma plenária nacional em defesa da aposentadoria e da Previdência. O objetivo é definir um plano de lutas unitário e uma agenda de mobilização, com assembleias de trabalhadores e plenárias estaduais, para organizar a resistência da classe trabalhadora contra a proposta de reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro.

Para Vagner Freitas, presidente da CUT, as propostas sinalizadas pela equipe econômica do governo, como o aumento da idade mínima e a capitalização da Previdência, praticamente acabam com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras.

"E isso nós não podemos permitir. Vamos construir a resistência, organizar os trabalhadores e dialogar com a sociedade sobre os riscos das propostas sinalizadas pelo governo", diz Vagner, segundo matéria publicada no site da central.

A batalha contra a reforma da Previdência, na avaliação do presidente da CUT, é o que definirá como será a luta de resistência da classe trabalhadora no atual governo.

"Por isso, é importante dialogar também com todos os setores da sociedade. E as mobilizações do dia 8 de março, Dia Internacional das Mulher, e do 1º de maio, Dia do Trabalhador, são fundamentais para estabelecer esse diálogo".

A proposta de capitalização da Previdência é uma das principais críticas das centrais. O secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, lembrou que o modelo foi implantando no Chile, e o "resultado foi o empobrecimento e a miséria dos idosos chilenos".

No modelo de capitalização, somente o trabalhador contribui para a previdência, que é depositada em uma conta individual, geralmente administrada por bancos ou Administradoras de Fundos de Pensão.

"No final, a experiência mostra que o valor dos benefícios são rebaixados. Essa proposta de capitalização é uma tragédia para a classe trabalhadora brasileira", conclui Sérgio.

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