Corporativismo de membros do MPF fortalece o fascismo, diz procurador

Procurador de Goiás, Wilson Rocha Assis comentou o fato de um dos membros da Lava-Jato ter confirmado em anonimato a veracidade das últimas mensagens em que procuradores criticam, em 2018, a possibilidade de juiz Sérgio Moro ser ministro de Bolsonaro; "Está claro que fortalece o fascismo latente na sociedade brasileira"

247 - O procurador da República de Goiás, Wilson Rocha Assis, afirmou que o corporativismo de procuradores da Operação Lava Jato "fortalece o fascismo latente na sociedade brasileira". Ele comentou o fato de um dos membros da força tarefa da Lava-Jato ter confirmado em anonimato a veracidade das últimas mensagens em que procuradores criticam o então juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça", antes de ele aceitar o convite para ser ministro de Bolsonaro. 

"Há na consciência de cada membro do MP um duelo entre a República e a corporação. Optar pela República exige desprendimento e alguma dose de coragem. O apego à corporação proporciona conforto e acolhida, mas está claro que fortalece o fascismo latente na sociedade brasileira", afirmou Assis no Twitter.

Em 1º de novembro de 2018, uma hora antes de Moro anunciar ter aceito o convite de Jair Bolsonaro para ser ministro da Justiça, a procuradora Monique Cheker escreveu que "Moro viola sempre o sistema acusatório e é tolerado por seus resultados” - a declaração consta nas últimas revelações do Intercept Brasil (veja aqui).

No grupo BD, conforme revela o Intercept, os procuradores "começaram a se preocupar em como a nomeação de Moro serviria de munição para o PT contra a Lava Jato. "Acho que o PT deve estar em festa agora, para justificar todo o discurso deles", escreveu Alan Mansur. 

Ouvido pelo jornal Correio Braziliense, um procurador, porém, confirma, que as mensagens sobre Moro são verdadeiras (confira aqui).


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