Cresce a lista dos “arrependidos do golpe”

Ao menos três outros senadores que votaram pelo afastamento da presidente Dilma Rousseff engrossam a lista dos que se dizem “indecisos”; Eduardo Braga (PMDB-AM), citado em delação premiada na Lava Jato, Roberto Rocha (PSB-MA) e Acir Gurgacz (PDT-RO) indicam que podem mudar de campo; para que o Senado aprove o impeachment serão necessários 54 votos a favor

Ao menos três outros senadores que votaram pelo afastamento da presidente Dilma Rousseff engrossam a lista dos que se dizem “indecisos”; Eduardo Braga (PMDB-AM), citado em delação premiada na Lava Jato, Roberto Rocha (PSB-MA) e Acir Gurgacz (PDT-RO) indicam que podem mudar de campo; para que o Senado aprove o impeachment serão necessários 54 votos a favor
Ao menos três outros senadores que votaram pelo afastamento da presidente Dilma Rousseff engrossam a lista dos que se dizem “indecisos”; Eduardo Braga (PMDB-AM), citado em delação premiada na Lava Jato, Roberto Rocha (PSB-MA) e Acir Gurgacz (PDT-RO) indicam que podem mudar de campo; para que o Senado aprove o impeachment serão necessários 54 votos a favor (Foto: Roberta Namour)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Por Revista Forum 

Pouco mais de um mês após o afastamento da presidenta Dilma Rousseff e o início do governo interino de Michel Temer, cresce a lista dos “arrependidos do golpe” divulgada pela Fórum menos de cinco dias após a votação que autorizou a abertura do processo no Senado.

À princípio, fora o jurista Hélio Bicudo – um dos autores do pedido de impeachment protocolado na Câmara dos Deputados – e jornalistas, a lista era encabeçada pelos senadores Romário (PSB-RJ), Cristovam Buarque (PPS-DF) e Álvaro Dias (PV-PR) que, depois de votarem favoravelmente ao impeachment na votação de admissibilidade do processo, mostraram descontentamento com o governo Temer.

Agora soma-se a esses nomes ao menos três outros senadores que, depois de pedirem o afastamento da presidenta e votarem por isso, se dizem agora “indecisos” e não sabem como votarão no plenário.

Eduardo Braga (PMDB-AM), citado em delação premiada na Lava-Jato, votou pela abertura do processo contra Dilma e agora afirma que não sabe como votará pois se trata de uma decisão “delicada”. Na mesma linha vai Roberto Rocha (PSB-MA).

Já Acir Gurgacz (PDT-RO), que também era à favor do impeachment, disse na semana passada que está indeciso e que defende, agora, eleições gerais em outubro.

Eduardo Lopes (PRB-RJ), que não votou na abertura do processo mas que se dizia favorável ao afastamento, é outro que agora amargura na indecisão.

Para que o Senado aprove o impeachment da presidenta Dilma serão necessários 54 votos à favor. Garantidos, aqueles que querem o afastamento têm 37 votos, enquanto os contrários já conhecidos são, por enquanto, 18 senadores.

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247