Delação da JBS não deve ser anulada, diz Ayres Britto

Ex-presidente o STF (Supremo Tribunal Federal), Carlos Ayres Britto, 74, afirma que provas de uma delação premiada firmada voluntariamente pelos acusados não devem ser anuladas, mesmo que os benefícios dos colaboradores sejam revistos, como no caso da JBS; "O colaborador deu o start, mas o acervo acusatório ganhou vida própria, vale por si", disse o ex-ministro

O ex-ministro do STF, Carlos Ayres Britto durante homenagem ao ministro do STF, Luís Roberto Barroso, no encerramento do 15º Congresso Brasileiro de Direito do Estado, no TJRJ (Fernando Frazão/Agência Brasil)
O ex-ministro do STF, Carlos Ayres Britto durante homenagem ao ministro do STF, Luís Roberto Barroso, no encerramento do 15º Congresso Brasileiro de Direito do Estado, no TJRJ (Fernando Frazão/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - Carlos Ayres Britto, 74, ex-presidente do Supremo afirma que provas de uma delação premiada firmada voluntariamente pelos acusados não devem ser anuladas, mesmo que os benefícios dos colaboradores sejam revistos, como no caso da JBS.

"O colaborador deu o start, mas o acervo acusatório ganhou vida própria, vale por si", disse o ex-ministro, em entrevista à Folha.

O STF volta a discutir o assunto nesta quarta (20). Para Ayres Britto, não se deve "confundir a situação subjetiva dos colaboradores com a situação objetiva do material obtido a partir deles". Ele ressalta, porém, que delação, por si só, "não condena ninguém".

O ex-ministro diz esperar que a eleição de 2018 ache solução "na esfera da política" e descarta se candidatar. "Não faço a menor cogitação."

As informações são de reportagem de Bruno Boghossian na Folha de S.Paulo.

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