Depois do 'Escritório do Crime', o 'Gabinete do Crime'

A economista Laura Carvalho afirma que Flávio Bolsonaro continua descendo degraus na proximidade com o crime organizado do Rio e que sua ligação com expoentes das milícias mais violentas do Estado sugere a existência de um "Gabinete do Crime", mais ainda que o "Escritório do Crime", título consagrado à organização miliciana que produzia e elaborava assassinatos

Depois do 'Escritório do Crime', o 'Gabinete do Crime'
Depois do 'Escritório do Crime', o 'Gabinete do Crime' (Foto: Joana Berwanger/Sul21)

247 -  A economista Laura Carvalho afirma que Flávio Bolsonaro continua descendo degraus na proximidade com o crime organizado do Rio e que sua ligação com expoentes das milícias mais violentas do Estado sugere a existência de um "Gabinete do Crime", mais ainda que o "Escritório do Crime", título consagrado à organização miliciana que produzia e elaborava assassinatos. 

A economista, em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo, destaca que "a Operação Os Intocáveis, deflagrada no dia seguinte, pode entristecer ainda mais o colunista: o Ministério Público do Rio de Janeiro determinou a prisão de diversos integrantes da milícia que explora um ramo imobiliário ilegal em Rio das Pedras, na zona oeste da cidade, entre os quais o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira e o ex-policial Adriano Magalhães da Nóbrega, suspeitos de comandar o Escritório do Crime —o braço armado da organização."

E acrescenta: "até então, os indícios de participação de Flávio Bolsonaro em contravenções se restringiam, de um lado, ao grande número de transações imobiliárias, que levaram ao acúmulo de um patrimônio aparentemente incompatível com seus rendimentos declarados, e, de outro, às movimentações financeiras do ex-PM assessor-motorista-homem de negócios Fabrício Queiroz, consideradas atípicas e sugestivas da prática apelidada de 'rachadinha', com contratação de laranjas na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro)."

 

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