Elio Gaspari: risco de golpe está na retórica de Bolsonaro e seu grupo

O jornalista Elio Gaspari escreve artigo no qual fala sobre arrependimentos de eleitores com seus votos e dita como exemplo Dilma, Aécio, Collor e Jânio Quadros. Mas, ressalta: "Nenhum deles se elegeu sugerindo medidas que pudessem prenunciar uma ameaça às instituições democráticas"; e completa: "O caso agora é outro. O deputado Eduardo Bolsonaro tratou de uma situação hipotética de conflito com o Supremo Tribunal Federal e disse que bastariam um cabo e um soldado para fechá-lo."

Elio Gaspari: risco de golpe está na retórica de Bolsonaro e seu grupo
Elio Gaspari: risco de golpe está na retórica de Bolsonaro e seu grupo

247 - O jornalista Elio Gaspari escreve artigo no qual fala sobre arrependimentos de eleitores com seus votos e dita como exemplo Dilma, Aécio, Collor e Jânio Quadros. Mas, ressalta: "Nenhum deles se elegeu sugerindo medidas que pudessem prenunciar uma ameaça às instituições democráticas". E completa: "O caso agora é outro. O deputado Eduardo Bolsonaro tratou de uma situação hipotética de conflito com o Supremo Tribunal Federal e disse que bastariam um cabo e um soldado para fechá-lo."

O jornalista destaca que "um general da reserva, eleito deputado federal pelo PSL depois de ocupar a Secretaria da Segurança de Natal, defendeu o impeachment e a prisão de ministros do Supremo: 'Não tem negociação com quem se vendeu'. Antes dele, um general da reserva que disputaria sem sucesso um cargo eletivo disse que 'corte que muda de decisão para beneficiar criminoso não é corte, é quadrilha'."

E acrescenta: "o general Hamilton Mourão, também da reserva e candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, elaborou sobre o mecanismo do 'autogolpe'. Noutra digressão mencionou as virtudes de uma Constituição redigida por sábios e ratificada num plebiscito. Jair Bolsonaro prometeu o fim do "ativismo" e anunciou que 'os marginais vermelhos serão banidos da nossa pátria'. Como?"

 

 

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