Feminicídio cresce mais de 22% durante a pandemia

O feminicídio, assassinato de mulheres cometidos em razão do gênero, cresceu 22,2% nos primeiros meses da pandemia, março e abril. A situação é alarmante, alerta Renata Gil é presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros

(Foto: Leonardo Lucena)
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247 - "A necessidade de quarentena e distanciamento social dificultou a situação nas casas onde o convívio familiar já era difícil", escreve Renata Gil, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros.

"A entrada em vigor na última quarta-feira da nova lei contra a violência doméstica (Lei 14.022/20) representa um avanço baseado na união entre os Poderes. O texto sancionado pelo Executivo tem origem no Projeto de Lei 1291/20, aprovado pelo Congresso, com o apoio do Judiciário. A partir de agora, denúncias e pedidos de medida protetiva poderão ser feitos on-line, por exemplo".

Artigo no Globo chama a atenção que o feminicídio, assassinato de mulheres cometidos em razão do gênero, cresceu 22,2% nos primeiros meses da pandemia, março e abril. 

"As medidas restritivas adotadas mundialmente para combater a disseminação do vírus intensificaram os riscos. Com muitas vítimas sendo permanentemente vigiadas, era preciso também criar condições para favorecer a denúncia. Esse é o objetivo da campanha 'Sinal vermelho contra a violência doméstica', lançada em junho e organizada pela Associação dos Magistrados Brasileiros, maior entidade representativa do Judiciário no Brasil, e pelo Conselho Nacional de Justiça, que orienta os procedimentos para o sistema de Justiça.

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