“Future-se para eles é ‘fatura-se’ e, para a gente, ‘dane-se’”, diz professora da rede pública de São Paulo

Professora da rede pública municipal de São Paulo, Adriana Vasconcellos participou do programa É Nós por Nós, na TV 247, e falou sobre o novo programa do MEC para as universidades; Adriana também conversou sobre o desmonte da Educação pelo atual governo e contou o drama que vive como professora; “Às vezes em casa eu choro porque a gente é guerreira, batalha, mas também sente dor. Essas dores que a gente têm sentido nos fazem chorar”, disse; assista

(Foto: Felipe Gonçalves/Brasil247)

247 - Professora da rede pública municipal de São Paulo, Adriana Vasconcellos participou do programa É Nós por Nós, na TV 247, sobre a iniciativa do Ministério da Educação, liderado pelo ministro Abraham Weintraub, denominada “Future-se”. O programa tem como objetivo estimular as instituições de ensino a captarem receitas próprias, funcionando como modelos de negócios privados.

Adriana esclareceu que o governo Bolsonaro tem um projeto para a Educação que consiste em investir na desigualdade social. “É um projeto. Primeiro vem o corte para precarizar e passar a ideia para a população de que realmente tem que privatizar, que entregar para o mercado financeiro é a melhor opção. É um investimento na desigualdade social”.

Ela também afirmou que a ideia é cobrar mensalidades dos alunos de universidades públicas do país. “Para a população isso é uma perda, uma perda absurda. Também falaram que não vão cobrar mensalidades nas instituições públicas de Ensino Superior. É um projeto, e a ideia é sim que se cobrem mensalidades. É para barrar a população de acessar, para, de novo, investir nas diferenças sociais, então: quem vai servir, quem sempre esteve para servir, e quem vai mandar, quem sempre esteve para mandar”.

Sobre o Futura-se, a professora ainda comentou que, para o governo, o programa tem a utilidade de gerar lucro. “Como você sobrevive se já teve esse corte? A partir desse corte eles lançam esse ‘Future-se’, que para eles é ‘fatura-se’ e para a gente ‘dane-se’,e tem um outro ‘f’ também que eu não posso falar aqui mas é o que eles querem para a gente. Se isso não for ditadura eu não sei o que é”.

Ao falar de sua atuação como professora, abordou a tristeza que sente ao ver a Educação sendo desmontada pela atual gestão. “É muito triste. Eu, enquanto profissional da Educação, que acredita na Educação como uma mola propulsora, às vezes em casa eu choro porque a gente é guerreira, batalha, mas também sente dor. Essas dores que a gente têm sentido nos fazem chorar”. 

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