Joel Pinheiro Fonseca: Moro, de herói a lacaio

Para o economista e mestre em filosofia pela USP Joel Pinheiro da Fonseca, "a passagem de Sergio Moro pelo Ministério da Justiça em sua caminhada para o Supremo prometia ser a marcha triunfal rumo à coroação", mas "agora, graças aos tropeços políticos, o trajeto parece mais um longo corredor polonês de humilhações. E de destino incerto", escreveu Pinheiro em artigo publicado pela Folha de S. paulo

Joel Pinheiro Fonseca: Moro, de herói a lacaio
Joel Pinheiro Fonseca: Moro, de herói a lacaio (Foto: Lula Marques/Agência PT)

247 - Para o economista e mestre em filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) Joel Pinheiro da Fonseca, "a passagem de Sergio Moro pelo Ministério da Justiça em sua caminhada para o Supremo prometia ser a marcha triunfal rumo à coroação". "Agora, graças aos tropeços políticos, o trajeto parece mais um longo corredor polonês de humilhações. E de destino incerto", observa Pinheiro em um artigo publicado pelo jornal Folha de S. Paulo.

Segundo ele, "Moro se apequena diariamente em sua relação com o governo do qual topou participar", afirma em relação ao veto do presidente Jair Bolsonaro à indicação de Ilona Szabó, para compor sua equipe, além do anúncio da "Lava Jato da Educação" e do silêncio constrangedor sobre as fortes evidências de corrupção que circundam a família Bolsonaro".

"Tem sido sumariamente ignorado quando o assunto é liberar as armas de fogo (o decreto mais recente foi anunciado publicamente antes mesmo do parecer do Ministério da Justiça).E agora observou o governo abrir mão da promessa de manter o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sob sua alçada", completa.

"Dizer em público que indicará Moro para o STF é balançar na frente do ministro a recompensa prometida; lembrá-lo de que todas as humilhações terão valido a pena lá na frente. Mas 2020 está longe. Se Moro em cinco meses foi de superministro e herói nacional a uma figura apagada e diminuída, será que nesse ritmo ele dura mais um ano e meio?", questiona Pinheiro.

Para ele, neste caso, é "melhor arriscar tudo e permanecer um herói do que aceitar tudo e se transformar no lacaio abjeto de um projeto de poder inescrupuloso".

 

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