Moro mandou e Dallagnol obedeceu: fustigou testemunha até ela 'arriar'

O jornalista Vinícius Segalla, do site DCM, analisa o novo escândalo das mensagens trocadas entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol e afirma que, além da óbvia ilegalidade no conluio entre juizo e Ministério Público, os procedimentos mafiosos de pressão chocam pela violência.

Ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol
Ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol

247 - O jornalista Vinícius Segalla, do site DCM, analisa o novo escândalo das mensagens trocadas entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol e afirma que, além da óbvia ilegalidade no conluio entre juizo e Ministério Público, os procedimentos mafiosos de pressão chocam pela violência. 

Em artigo publicado no site DCM, o jornalista destaca um trecho da mensagem de Sergio Moro: 

“Seguinte: fonte me informou que a pessoa do contato estaria incomodada por ter sido ela solicitada à lavratura de minutas de escrituras para transferências de propriedade de um dos filhos do ex-presidente [Lula]. Aparentemente, a pessoa estaria disposta a prestar a informação. Estou então repassando. A fonte é séria.”

Segalla, então, sublinha: "o Intercept revelou que a mensagem acima foi enviada pelo então juiz Sergio Moro ao chefe dos procuradores da Lava Jato, Deltan Dallagnon. Além da indefensável ilegalidade, já que a colaboração entre juiz e partes é proibida, a dica de Moro revela muito mais sobre as práticas da Lava Jato. A operação não investigava fatos, investigava uma pessoa. E, nessa cruzada cujo chefe era ilegalmente um juiz, valia tudo, até fofocas que um réu por corrupção espalhava como discurso de ódio contra Lula e seus filhos."

E acrescenta: "a revista Veja cruzou os dados do vazamento com a realidade. Os nomes das testemunhas que não tinham sido revelados foram trazidos pelo semanário, que entrevistou as duas pessoas citadas, que confirmaram: exatamente como consta nos vazamentos, Dallagnoll as pressionou até arriarem."

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