O guerrilheiro que não desiste de achar os companheiros

Em entrevista ao jornalista Ricardo Miranda, o ex-guerrilheiro Aluizio Palmar, autor do livro “Onde foi que vocês enterraram nossos mortos?” lamenta a falta de informações dos governos que sucederam a Ditadura Militar (1964-1985) sobre os locais de enterro de ex-combatentes do regime militar; e bateu duro no presidente Jair Bolsonaro; "Um homem tosco, que reproduz a fala do que há de mais atrasado na sociedade brasileira"

O guerrilheiro que não desiste de achar os companheiros
O guerrilheiro que não desiste de achar os companheiros

247 - "Em 2013, Aluizio Palmar, ex-guerrilheiro, foi convidado para dar um depoimento na Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em Brasília", reforça o jornalista Ricardo Miranda em seu blog. "O homem sabe de histórias como poucos, ah, sabe. Aluízio é um dos sobreviventes dos anos de chumbo. Que não se omitiu em tempo algum. Nem na época, nem agora, quando relança, com novas revelações, “Onde foi que vocês enterraram nossos mortos?”, pela editora Alameda, livro que relata os últimos passos de seis guerrilheiros – Onofre, Lavéchia, Joel, Daniel, Victor e Enrique – que estavam na Argentina e desapareceram ao ingressar no Brasil para promover ações armadas no Sul do país".

"Na medida em que aqui não foi feita a justiça de transição, os responsáveis pelas graves violações não foram ouvidos pela Justiça. Faltou resolubilidade à recente experiência da Comissão Nacional da Verdade. Apesar de convocados, foram poucos, ou melhor, raros, os responsáveis por torturas, assassinatos e ocultação, que compareceram nas audiências", diz Aluízio em entrevista ao jornalista.

O ex-guerrilheiro bateu duro no presidente Jair Bolsonaro, que elogiou a Ditadura Militar (1964-1985). "Bolsonaro é um homem tosco, que reproduz a fala do que há de mais atrasado na sociedade brasileira. A formação de Bolsonaro foi engendrada no seio do que há de mais abrutalhado e de pessoas ligadas à grupos de extermínio. Portanto, ele é parte da violência, da tortura, dos preconceitos e da exclusão social. Esse exercício, nossa luta diuturna, de resgatar memórias, tem sido uma tarefa dos sobreviventes, dos familiares e historiadores".

Leia a íntegra da entrevista

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