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Presidente da CNBB une-se a fundamentalistas e diz que aborto de menina de 10 anos previsto em lei é "crime hediondo"

O presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, divulgou nota na qual se alinha com os religiosos fundamentalistas no caso do aborto da menina de 10 anos estuprada pelo tio. Ele considerou a interrupção da gravidez, prevista em lei, um "crime hediondo".

"Permaneçam em casa", diz presidente da CNBB sobre avanço da pandemia. (Foto: Divulgação CNBB)

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247 - O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, publicou uma mensagem nesta segunda-feira (17), rechaçando a interrupção da gravidez da criança de dez anos, que foi estuprada no Espirito Santo, como "crime hediondo". A criança sofria uma série de estupros do tio há quatro anos e passou por um procedimento para interrupção da gestação neste domingo (16).

“Lamentável presenciar aqueles que representam a Lei e o Estado com a missão de defender a vida, decidirem pela morte de uma criança de apenas cinco meses, cuja mãe é uma menina de dez anos. Dois crimes hediondos”, disse o líder católico, segundo informou o portal G1. 

Ele ainda disse na mensagem que "a violência sexual é terrível, mas a violência do aborto não se justifica, diante de todos os recursos existentes e colocados à disposição para garantir a vida das duas crianças. As omissões, o silêncio e as vozes que se levantam a favor de tamanha violência exigem uma profunda reflexão sobre a concepção de ser humano.”

 

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