Primo de governador tucano é preso por espionar adversários

O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, decretou a prisão preventiva do advogado e ex-secretário chefe da Casa Civil do Governo, Paulo Taques, que é primo do governador Pedro Taques, do PSDB; ele é apontado como um dos participantes do esquema de grampos ilegais em Mato Grosso, feito pela cúpula da Polícia Militar e que teria objetivos políticos

O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, decretou a prisão preventiva do advogado e ex-secretário chefe da Casa Civil do Governo, Paulo Taques, que é primo do governador Pedro Taques, do PSDB; ele é apontado como um dos participantes do esquema de grampos ilegais em Mato Grosso, feito pela cúpula da Polícia Militar e que teria objetivos políticos
O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, decretou a prisão preventiva do advogado e ex-secretário chefe da Casa Civil do Governo, Paulo Taques, que é primo do governador Pedro Taques, do PSDB; ele é apontado como um dos participantes do esquema de grampos ilegais em Mato Grosso, feito pela cúpula da Polícia Militar e que teria objetivos políticos (Foto: Leonardo Attuch)
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Por CAMILA RIBEIRO E DOUGLAS TRIELLI, do Mídia News

O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, decretou a prisão preventiva do advogado e ex-secretário chefe da Casa Civil do Governo, Paulo Taques.

Segundo apurou a reportagem, o mandado de prisão foi cumprido no final da manhã desta sexta-feira (4), no condomínio Florais Cuiabá, onde Paulo reside.

Ele é apontado como um dos participantes do esquema de grampos ilegais em Mato Grosso, feito pela cúpula da Polícia Militar e que teria objetivos políticos.

Advogados, políticos e jornalistas foram grampeados ilegalmente.

Perri, no mandado de prisão, acolheu a representação do delegado Juliano Silva de Carvalho e determinou que o mesmo prendesse e recolhesse o ex-secretário.

"A prisão preventiva do ex-Secretário Chefe da Casa Civil, Paulo Cesar Zamar Taques, também se patenteia imprescindível para evitar a destruição de provas, pois, se os membros do grupo tiverem acesso ao software e ao hardware de interceptação telefônica, até o momento não localizado, por certo que a possibilidade de encontrar alguma gravação ou áudio de interceptação telefônica clandestina será praticamente zero", disse Perri na decisão.

"Também é inconcussa a necessidade da prisão para conveniência das investigações policiais, em face do risco concreto de adulteração de provas, pois, conforme apurado pela Controladoria-Geral do Estado, o sistema de protocolo da Casa Civil, à época em que o representado era o Secretário, foi fraudado", afirmou.

Paulo Taques será apresentado à 11ª Vara Criminal de Cuiabá, onde fará audiência de custódia. Em seguida, será levado para o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC).

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